
O primeiro quimono
Começou aos 3 anos de idade. De lá para cá, nunca parou.
Cada campeonato é um teste do que foi treinado no dojô — e uma viagem que começa muito antes do dia da luta.
O Kata é uma luta com inimigos imaginários, onde nós vamos expressar a nossa força por meio de movimentos.
O Kumitê é a luta onde a gente luta com oponentes reais.
15 anos de karatê. Miguel começou aos 3 anos de idade e nunca mais parou.

Começou aos 3 anos de idade. De lá para cá, nunca parou.

Já com 6 anos de treino, a turma nos semáforos juntando dinheiro para disputar o Campeonato Brasileiro.

14 anos depois do primeiro treino, encarando o Brasil inteiro.
A faixa preta não é o fim do caminho.
É a faixa branca que não desistiu.
Anos de treino quase todo dia. Semáforos embaixo do sol para pagar a viagem do campeonato. Lutas perdidas que ensinaram mais do que as ganhas. Nada disso aparece quando você olha a faixa — mas está tudo ali dentro.
De um lado, Miguel. No meio, 空手道 — o caminho das mãos vazias. Do outro, Hardy.
Faixa preta não se compra. Ela recebe o nome de quem chegou até ela — e passa a ser a única que não pode ser emprestada para ninguém.
15 anos depois do primeiro treino, o mesmo menino — agora de faixa preta.
Entre o primeiro quimono, aos 3 anos, e o degrau mais alto do pódio existe uma única coisa: ter voltado ao dojô no dia seguinte. Todos os dias seguintes.
O karatê não acaba quando a luta termina.
Ele continua fora do tatame.